
Sessões de terça-feira tiveram a presença de realizadores catarinenses, do RS e RJ
A equipe do curta catarinense A Fábrica esteve presente na estreia na noite desta terça-feira, 8, no FAM 30 Anos no Teatro Álvaro de Carvalho - TAC. “O filme foi todo feito em Florianópolis, por meio da Lei Paulo Gustavo, e é uma alegria ter a presença da equipe para a estreia deste filme que fala de classe, racismo e futuro”, comemorou a diretora Beatriz Silva. “É um filme feito a muitas mãos, a partir de uma ideia de mais de oito anos de Diego de Los Campos, que agora materializamos”, disse o produtor executivo Rodrigo de Freitas.
Para a atriz Lelete Couto, que faz uma das protagonistas, “é lindo ver que os jovens estão fazendo a sua trajetória de forma digna, respeitosa, criativa. A Fábrica é um espetáculo, é um filme que me orgulha muito participar. Estamos representando as mulheres trabalhadoras domésticas, uma classe que a vida toda ficou alijada do processo social do Brasil, são essas mulheres que formam a base da sociedade brasileira”.
Murilo Munìi apresentou o videoclipe A Posse é Um Fato - Murilo Munìi, codirigido com Mar Fagundes, que aborda coletivos de ocupação de moradia e retomadas étnicas em Porto Alegre (RS). “O título é uma menção a um termo jurídico, mas também à retomada de identidade. Fala da minha trajetória e do movimento aqui no Brasil de retomada de identidade de muitas pessoas indígenas da favela, dos movimentos de moradia, das pessoas LGBT e trans de lá que estão nessa luta, recuperando territórios físicos e espirituais”, considerou.
O longa-metragem da noite, Apopcalipse Segundo Baby, documentário resultado de uma pesquisa de 18 anos sobre a cantora Baby do Brasil, teve a presença do diretor Rafael Saar do Rio de Janeiro. “Foi um trabalho enorme de pesquisa, coleta de material de arquivo, imagens, sons, fotografias e a gente continuou filmando, desde 2008. Conseguimos construir um grande acervo e uma relação de confiança com a Baby, isso permitiu mostrar muitos aspectos dessa personalidade tão múltipla”, disse. O longa só foi possível durante esse tempo todo pelo apoio de amigos e uma criação conjunta. “Estou muito feliz de vir aqui e exibir o filme em um festival tão importante, que valoriza o cinema no Mercosul”, completou.
O FAM 30 anos encerra nesta quarta-feira, 9, no TAC. Acompanhe no site famdetodos.com.br.
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