
Atividade trouxe o produtor executivo, Júlio Uchôa, para bate-papo com o público após exibição do longa
O longa-metragem Querido Mundo, de Miguel Falabella e Hsu Chien, abriu a programação do cinema no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), em Florianópolis, na tarde desta sexta-feira, 4. A sessão foi a primeira do Conversas FAM a ser exibida na programação da 30ª edição do Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 2026. A atividade contou com a participação de Júlio Uchôa, produtor executivo do filme, em uma conversa conduzida pela roteirista, diretora e produtora Rastricinha Dornelles.
Com uma plateia variada, mas formada principalmente por jovens, o bate-papo trouxe à exposição a ideia por trás do longa, os riscos e desafios do formato escolhido, além de conselhos a quem deseja seguir no setor audiovisual. Durante os trinta minutos após a exibição do filme, Uchôa compartilhou sobre o processo de gravação, bastidores e detalhes técnicos, ampliando também a discussão sobre filmes comerciais e independentes, que podem explorar melhor aspectos artísticos.
Com o microfone aberto, o público engajado fez perguntas e relatou as sensações e percepções sentidas ao longo da obra; algo que para o produtor é fundamental no momento de circulação inicial do filme. “A gente tem que ouvir o público. Estamos fazendo formação de plateia ativa. É um filme que precisa desses tipos de encontros para gerar, desde a nossa identidade com o filme, como um boca-a-boca”, destacou ele, que ainda colocou como novembro a data prevista para lançamento.
Querido Mundo acompanha Elsa e Oswaldo, cujas vidas se cruzam após a queda de uma ponte durante uma noite de tempestade. Os dois acabam se encontrando no Rio de Janeiro, às vésperas do Ano Novo, nos escombros de um prédio abandonado por seus construtores. Para Uchôa, a palavra que define a obra é esperança.
“Este filme é um aplauso ao teatro do Falabella dos anos 90 e nós fizemos com uma equipe artística maravilhosa: Gustavo Hadba na fotografia, Bia Salgado no figurino,Tulé Peake, que partiu há pouco, fazendo uma arte incrível. Eu acho que conseguimos, brincando entre as cores e o preto e branco, e as proporções de tela, fazer uma experiência muito linda sobre esperança. Sobre como duas pessoas abusadas da vida, podem se encontrar e dali criar um lindo amor. Viva a vida!”, celebrou.
Ao comentar a participação no FAM, o produtor também destacou a trajetória do festival e sua atuação na formação de público e consolidação de um espaço para o cinema em Santa Catarina. “O FAM trata de identidade nacional, da nossa comunicação com a América Latina e com o mundo. Representatividade. E o Cinema tem se provado cada vez mais uma ferramenta importante de identidade política e de entretenimento. Florianópolis não pode estar fora desse eixo. Aqui não são um ou dois… São 30 anos de solidificação de marca, mercado e formação de plateia”, encerrou.
Realizado presencialmente pelo quinto ano consecutivo, o Conversas FAM oferece ao público a oportunidade de ampliar a experiência proporcionada pelas sessões e debater as temáticas dos filmes diretamente com seus realizadores. Na edição de 2026, a mostra reúne três produções convidadas na programação do festival. Confira a programação completa aqui.
O Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 30 anos é um projeto cultural viabilizado através da Lei Rouanet e Lei nº 15.746, de 11 de janeiro de 2012. Apoio Programa Ibermedia e Projeto Paradiso. Patrocínio Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, Prefeitura de Florianópolis, Sebrae e Itaú Unibanco. Realização Associação Cultural Panvision, Ministério da Cultura.
